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12 novembro, 2013

Sem Glúten em São Luis do Maranhão

 Ando meio sumida não é? Foram muitos acontecimentos nos últimos meses ... a volta de São Luis para Belo Horizonte, a família aumentou e agora temos mais uma florzinha, obras no apartamento, escola nova para as crianças e muitas outras coisas que me afastaram do blog, além de uma reavaliação da condição celíaca do Be, mas isso é assunto longo e fica para outro post!




 Centro Histórico São Luis
 
Bem, no período em que morei em São Luis busquei 'garimpar' locais onde encontraria opções sem glúten para o Bernardo. Confesso que fiquei um pouco decepcionada pois não existe a grande variedade de produtos que estava acostumada aqui em em Beagá. Mas, descobri alguns bons lugares para comprar produtos e até para comer fora sem glúten e aqui está a lista que preparei para vocês que vão passear ou morar em São Luis no Maranhão:

Tapioca da Ilha - (Shopping Rio Anil) é um quiosque que só prepara tapiocas, portanto não tem risco de contaminação já que a única coisa que pode ter glúten é o expresso que sai direto da máquina de café.

Amor aos Pedaços ( Praia Ponta da Areia) é uma franquia dessa rede e oferece alguns poucos produtos sem glúten como mouse de chocolate e outras opções para quem tem intolerância a lactose.

Pizzaria Cantina Express ( Araçagy) é uma pizzaria que oferece pizza sem glúten. Tem que ligar antes e avisar que vai comer pizza sem glúten para eles prepararem a massa. Os donos tem conhecimento de DC e cuidam para não haver contaminação. Comemoramos meu aniversário lá e foi uma das poucas vezes que saímos para comer pizza depois da descoberta da DC. 
Tel: (98)3233-0299 - Braga 

Nossa Pizza Sem Glúten

Restaurante Senac ( Centro Histórico) – não tem um cardápio exclusivo sem glúten, mas oferece alimentos naturalmente isento de glúten. Por ser um restaurante escola, tem nutricionista e funcionários que sabem o que glúten, mas não custa nada confirmar sobre a contaminação cruzada.
Ps. Ótimo lugar para almoçar depois de um tour pelo Centro Histórico, mas não funciona aos domingo. 

Supermercado Atacadão – encontra-se macarrão Urbano (Penne e Parafuso), produtos naturalmente sem glúten como polvilho, fécula de mandioca, fécula de batata, fubá de arroz (parecido com a farinha de arroz só mais grossa), biscoito de polvilho,etc.

Empório Fribal – você encontra vários produtos como: macarrão de arroz e de milho, biscoitos de polvilho, cookies, tacos e nachos, macarrão Bifum, chococales, barra de cereal, etc.

Mundo Verde – (nos Shoppings São Luis e Rio Anil) além de farinhas sem glúten, de vez em quando eles têm pão sem glúten.

Sem Lactose – (Av. Daniel de La Touch esquina do Bambuzal) Loja especializada em produtos sem lactose e alguns sem glúten. Tem alguns produtos (tipo farinhas e biscoito) da Aminna e Beladri, não tem pães, pizzas ou outros congelados. 

Mr.Beer - (Shopping da Ilha) Oferece Cerveja Sem Glúten.

Gran Solare Lençóis - O Bernardo comeu muita tapioca e omelete no café da manhã, nas outras refeições o chef garantia a isenção de glúten e tivemos um feriado prolongado maravilhoso conhecendo os famosos Lençóis Maranhenses. Ligue antes e converse com o chef responsável falando da restrição e das opções que o hotel pode oferecer no período da sua estadia.

Barreirinhas - Lençóis Maranhenses 

Se você pretende ir a São Luis e suas redondezas pode contar também com a enorme variedade de frutas típicas do nordeste, os peixes fresquinhos do litoral maranhense além dos produtos feitos a base de mandioca, ou macaxeira como eles costumam falar. Só é preciso explicar bem sobre a contaminação cruzada para evitar surpresas desagradáveis. São Luis é uma cidade linda, riquíssima em história e belezas naturais, pena que pouco conservada pelos seus governantes.
Agora quando forem a São Luis já sabem onde encontrar comidinhas glúten free!!

21 agosto, 2012

Piquenique Sem Glúten em BH

Quem disse que celíaco não pode fazer piquenique, participar de festas, se reunir com amigos ou ter vida social normal não conhece essa frase:


Esse deve ser o lema de todos que tem qualquer tipo de intolerância. Infelizmente nem todos que estão a nossa volta tem o carinho, respeito e compaixão necessária para entender que não é o fato de se ter uma restrição alimentar que você precisar ter uma restrição social. 

O piquenique começou no grupo do Facebook Viva Sem Glúten com uma idéia do Jorge Rezende. Foi ganhando força e se espalhando por vários estados brasileiros e chegou no Japão e em Portugal.

Tive a grata oportunidade de estar em Belo Horizonte quando os celíacos mineiros se encontraram para um delicioso Piquenique Sem Glúten na praça do Papa.

A idéia era um encontro informal entre os celíacos, seus amigos e familiares. Cada um levou sua toalha e seu lanche e compartilhamos uma manhã com muita comida boa e um papo melhor ainda.


Reencontrar amigos e conhecer pessoalmente amigos virtuais numa manhã tão agradável 'não tem preço'.




Aproveitamos a oportunidade para divulgar um pouquinho a DC para as pessoas que passavam pela praça. Afinal:



O Bernardo e a Isadora distribuíram as cartilhas da Emilha e explicaram para quem quisesse o que era a DC. 

Orgulho da mamãe..rsss

Um repórter passava pela Praça do Papa a procura de alguma matéria quando viu nosso grupo de mãos dadas fazendo o Pai Nosso para agradecer aquele momento, se interessou e fez uma matéria sobre nosso piquenique. A matéria está disponível nesse link


Leia e Divulgue!

Por causa da chuva em alguns estados no dia do piquenique ele foi adiado e vai acontecer este mês em São Paulo e no Rio de Janeiro. Se você estiver num desses estados no dia 26 de agosto vá compartilhar a alegria desse encontro. 

Piquenique no Rio de Janeiro:

Piquenique em São Paulo:


Só de escrever esse post senti novamente a alegria e prazer daquela manhã. A satisfação do Bernardo em ter um encontro onde tudo estava liberado, muito, muito BOM!

Obrigada a Terezinha de Filippo por ter tomado frente e organizado essa manhã SABOROSA!



ps. esse post foi ao ar duas vezes antes que eu conseguisse completa-lo. Coisas da internet em São Luis.


31 julho, 2012

Como Controlar o Orçamento na Dieta Sem Glúten



Algumas décadas atrás, quando a doença celíaca era considerada como uma doença infantil rara e dermatite herpetiforme - a manifestação de pele celíaca - era praticamente inédita, os clientes encontravam dificuldades para ler os rótulos dos alimentos, que tinham pouco incentivo para incluir o termo "Não contém glúten". Hoje, as lojas dedicam seções para o cliente celíaco, e as marcas estão cada vez mais deixando claro se os seus alimentos contêm ou não os grãos proibidos.

Mas fazer compras de alimentos sem glúten ainda não é uma tarefa fácil. O preço do alimento sem glúten às vezes pode ser o dobro dos produtos contendo glúten . Sem pensar duas vezes, o consumidor livre de glúten pode rapidamente explodir seu orçamento alimentar. Aqui estão algumas sugestões recolhidas em famílias sem glúten sobre como domar sua conta de alimentação:

1- Defina um orçamento semanal para alimentação e cumpri-lo - Por ter parâmetros de quanto você pode gastar, você é forçado a encontrar formas para se manter dentro desses limites. Pagando com dinheiro ajuda a cumpri-lo.

2- Loja de alimentos naturalmente sem glúten - carne, frutas, verduras e produtos lácteos na sua forma natural não contém glúten. Cozinhar alimentos saudáveis requer mais planejamento e tempo na cozinha, e é certamente menos conveniente, mas é mais nutritivo e muito mais seguro quando se trata de evitar a exposição ao glúten. Isso também permite que você aprenda as habilidades de cozinhar novas opções, tais como como fazer sorvete, caldo de frango e molho madeira sem glúten. 

3- Investigue as melhores estratégias de compra para os produtos sem glúten - fontes on-line ( sites de compra) são muitas vezes menos caro do que sua loja local para pães, massas e outros produtos sem glúten. Compre volumes maiores e armazene adequadamente para os itens alimentares que data de validade longa vida útil possível.

4 -Planeje refeições com antecedência - Comprar de acordo com os planos do menu limita a tentação de comprar alimentos de forma aleatória. Outra idéia é criar um plano de refeições com ingredientes semelhantes, como a lasanha sem glúten na segunda-feira e espaguete sem glúten na quinta-feira, assim os ingredientes que sobram - neste caso, queijo, molho e carne moída - podem ser usados em outra refeição. Além disso, comprar produtos que estejam estação própria é mais barato. Então planeje as refeições tendo em vista esses produtos.

5- Comer mais em casa do que você come fora - Comer em um restaurante é muito mais caro do que fazer uma refeição em casa. Claro, você pode desfrutar de uma refeição em um restaurante seguro em ocasiões especiais. 

6- Cultivar alimentos em casa - Plante uma pequena horta no seu quintal, ou utilizando recipientes em sua varanda ou apartamento: tomate, alface, ervas, até mesmo morangos. Se o espaço e políticas o permitirem, você pode até considerar começar a criar suas galinhas para os ovos, abelhas para o mel ou cabras para leite.


Por: Rita Brhel, NFCA

Tradução Google/ Adaptação Raquel Benati

24 fevereiro, 2012

IV Congresso Nacional de Doença Celíaca

Olha que legal, o pessoal da Acelbra-CE postou um comentário com o site oficial do IV Congresso Nacional de Doença Celíaca assim temos mais um canal de informações e divulgação desse evento mega importante para todos os celíacos e pessoas com alguma restrição ao glúten. 

O site é esse: http://doencaceliaca.webnode.com/   acessem e divulguem. 


23 fevereiro, 2012

Cardápio com a Inscrição Não Contem Glúten

Que tal você poder ir a um restaurante e já no cardápio ler a inscrição Não Contem Glúten?
Esse é um sonho de todo celíaco que pode se tornar realidade. 




Como você pode ajudar esse sonho se tornar realidade? 

Assinando o abaixo-assinado on line, proposto pelo Dep. Hermas Brandão Junior, para a aprovação do projeto de Lei nº 865/2011 da assembléia Legislativa do Paraná que dispõe sobre a obrigatóriedade da especificação e divulgação da presença de glúten e lactose nos cardápios de bares, restaurantes e similares, e da outras providências. 

Site para abaixo-assinado on line:
 http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2012N20782


Ps. a Lei é de âmbito estadual, portanto válida para todo o estado do Paraná. 

12 fevereiro, 2012

IV Congresso Nacional de Doença Celíaca


Para mais informações dê um pulinho na página do IV Congresso Nacional de Doença Celíaca no Facebook: http://www.facebook.com/#!/groups/110299472408340/

30 dezembro, 2011

Celíacos: Mais Qualidade de Vida com Diagnóstico Precoce


De acordo com estudos realizados pela Universidade de Brasília (UnB), uma pessoa em 
cada grupo de 150 tem a doença celíaca. A doença é uma intolerância permanente ao glúten (proteína presente no trigo, centeio, cevada, aveia e derivados como o malte). É autoimune e ocorre em pessoas geneticamente predispostas.  

Para o diagnóstico são necessários exames específicos de sangue, outros exames a critério 
médico, além da biópsia do intestino delgado. “Muitas pessoas podem ter a doença celíaca e não saber, por falta de um diagnóstico adequado”, afirma a presidente da Associação dos Celíacos de Minas Gerais (Acelbra-MG), 
Ângela Diniz. 

Segundo ela, isso se deve à falta de implantação do Protocolo Clínico e Diretrizes  da Doença Celíaca (Ministério da Saúde – Diário Oficial da União – 2009),  no Sistema Único de 
Saúde (SUS),  em alguns municípios.  “Minas Gerais tem 853 municípios e foram  poucos os que implantaram o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Doença Celíaca, documento que estabelece critérios claros de diagnóstico, tratamento e controle da doença celíaca. Muitos usuários do SUS não conseguem realizar os exames solicitados pelos médicos. Sem acesso aos exames, ficam sem ter o diagnóstico e  em tempo de ter a saúde restabelecida”, explicou. 

Segundo Ângela, a implantação e implementação do Protocolo, nos estados e municípios 
através das  Secretarias  de Saúde dos Estados e Municípios poderão contribuir para o diagnóstico precoce da DC que, se não tratada corretamente, pode ocasionar complicações 
como um  linfoma maligno no intestino. 

Como os sintomas são comuns a outras doenças, muitas vezes a pessoa não  percebe, ocasionando agravos na saúde e, em alguns casos o diagnóstico pode chegar tarde demais”  “Se não há um diagnóstico correto, fica impossível também fazer um levantamento preciso da quantidade de celíacos em nosso Estado”, afirmou




Essa matéria e outras informações estão no Boletim Informativo do Consea-MG disponibilizado no site da Acelbra-MG

19 outubro, 2011

STJ Determina Que Informações Sobre Doença Celíaca Deve Constar Nos Rótulos

A decisão gera controvérsias no segmento de alimentos especiais


Todo o alimento que tiver glúten na sua composição deverá, além de comunicar sobre a presença da substância em seu rótulo, informar sobre a doença celíaca, mal que acomete pessoas com intolerância ao consumo de glúten.   
A decisão é do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que avaliou um recurso impetrado pelo Ministério Público. De acordo com o MP, os celíacos devem ser advertidos dos riscos da ingestão dos produtos que possuem a substância em sua composição e que a expressão “contém glúten” não seria suficiente. Entre os produtos que tem o glúten estão derivados de trigo, cevada e aveia.
 Segundo Carlos Gouvêa, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos Para Fins Especiais e Congêneres (ABIAD), a decisão do STJ é positiva, mas requer cuidados para não gerar um efeito contrário. “A decisão da justiça pode ser vista como uma vitória para os celíacos se conseguir, de fato, levar mais educação à sociedade como um todo, garantindo assim mais oferta de produtos, tanto no varejo quanto na área de food service. Todavia,  se não for bem trabalhada, a medida pode gerar polêmica.” 
De acordo com o dirigente, se for obrigatório detalhar sobre a doença celíaca, sua prevalência e conseqüências do consumo de glúten pelos portadores, tudo dentro do rótulo, não haveria espaço suficiente, principalmente em rótulos com espaço reduzido. “Imagine colocar todo esse texto na embalagem de uma goma de mascar”, exemplifica. 
A mesma opinião tem a advogada Patrícia Fukuma, do Fukuma Advogados, escritório que presta consultoria à ABIAD. Ela acrescenta ainda que os celíacos já sabem todos os riscos da doença e são orientados pelo médico sobre suas restrições. “O rótulo não é bula de remédio. O alimento que contém glúten não tem nenhum risco inerente. O que ocorre é que pessoas com intolerância não podem consumir glúten”, argumenta Patrícia.  
(nos celíacos sabemos que, muitos médicos sabem super pouco sobre DC quanto mais sobre contaminação cruzada, e que os alimentos SEM GLUTEN SÃO SIM o remédio dos celícos #revolta.)
No entanto, o presidente da ABIAD também enxerga um lado positivo na decisão do STJ. “As decisões favoráveis aos grupos com necessidades especiais são extremamente positivas porque estes grupos são sempre relegados a segundo plano”,  afirma. 
“Os casos dos celíacos e dos fenilcetonúricos são dois exemplos em que a pressão de grupos representativos conseguiu vitórias expressivas e que trouxe uma atenção maior para suas causas”, destaca. Porém, destaca Carlos Gouvêa, “mesmo que a decisão traga uma grande conquista para estes grupos, que ganha cada vez mais produtos específicos no Brasil, a forma como constarem as informações nos rótulos deve ser cuidadosa”, conclui.  
( Isso é fato! #adoroopoderdosgrupos)
Já Wellington Silva, diretor da CMW Saúde, importadora e distribuidora de produtos para celíacos e fenilcetonúricos, entre outros, confessa não saber se a medida do STJ é extensiva aos produtos que importa e distribui. “Aliás, a grande inovação dos produtos que oferecemos está nas embalagens. Todas elas possuem ícones sobre todas as situações para as quais são indicados. Os alérgenos como amendoim, trigo, lactose, frutos do mar, são claramente indicados informando ao consumidor se ele pode ou não consumir aquele produto. Nos produtos para celíacos, o ícone indica que eles são isentos de glúten”, finaliza. 


Fonte:Oficina de Mídia


ps. o texto em itálico são minhas considerações.


Eu li o texto nesse link: 
Divulgado pelo Jorge Rezende no Facebook
 
Importante: Esse texto foi publicado em 04 de março de 2010, e a Raquel Benatti alertou no facebook de que essa lei é especifica do Estado de Minas Gerais. "O processo começou antes da lei de 2003 e só terminou ano passado." Raquel questionou se a lei é cumprida, eu como mineira e consumidora de produtos sem glúten, não vi em lugar algum sua execução, ainda. 

17 outubro, 2011

Contaminados com glúten


Cerca de 83% dos alimentos para celíacos em padarias estão contaminados com glúten


Um inofensivo pãozinho de queijo de padaria, que não leva glúten na sua composição, pode ser uma bomba-relógio para as pessoas que sofrem de doença celíaca, uma intolerância permanente a essa proteína presente no trigo, na cevada, no centeio e na aveia.
Estudo realizado nas quatro regiões da cidade de São Paulo e apresentado como tese de mestrado na Unifesp aponta que cerca de 83% dos 214 alimentos presumivelmente sem glúten comercializados nas panificadoras estavam contaminados com a proteína. E 63% deles com quantidades acima do limite proposto por órgãos internacionais.

Entre os alimentos analisados pela nutricionista Daniela Resende de Moraes Salles, recolhidos em 63 estabelecimentos comerciais, estão pães de queijo, alimentos preparados com farinha de milho e mandioca (biscoitos, pães, bolos, broas e sequilhos) e os sem farinha (beijinhos, brigadeiros, cocadas, doces de nozes, marias-moles, mousses, pudins, queijadi­nhas, quindins, suspiros e tortas de queijo).

De acordo com a pesquisadora, o consumo de glúten por celíacos acarreta efeitos colaterais que variam de pessoa para pessoa, podendo, inclusive, se apresentar na forma assintomática. “O quadro clínico mais comum é diarréia crônica, inchaço abdominal e perda de peso”, explica Daniela. “Vômitos, atraso no crescimento, apatia, irritabilidade e anemia também são verificados e, em longo prazo, a pessoa pode desenvolver oste­oporose e câncer de intestino”.
Entretanto, Vera Lucia Sdepanian, chefe do Ambulatório de Gastroenterologia Pediátrica e orientadora do estudo, esclarece que as padarias não podem ser consideradas vilãs. “Os estabelecimentos comerciais analisados não fabricam estes produtos com glúten propositalmente”, explica a gastroenterologista. “A contaminação pode ocorrer nas diferentes etapas da fabricação dos alimentos, desde a colheita da matéria-prima e moagem até o transporte, armazenamento e empacotamento do produto final”.

A proposta do estudo, segundo Daniela, é mostrar a importância de o portador de doença celíaca aprender a fabricar esses alimentos em casa ou, então, de as padarias se conscientizarem do problema que atinge essa população específica. “Como a farinha de trigo é um dos principais ingredientes da maioria dos alimentos preparados em padarias e, conseqüentemente, sua presença é permanente no ambiente, uma das opções seria a criação de um espaço próprio para fabricação, armazenamento e comercialização de produtos sem glúten”, afirma.
 
Crescimento até 3,5 vezes menor

 Transgredir a dieta recomendada aos portadores de doença celíaca na infância e na adolescência afeta, e muito, o crescimento. A revisão dos prontuários de 60 pacientes com idades entre 9 meses e 15 anos, em acompanhamento no ambulatório, também mostrou que os que transgrediram a dieta livre de glúten cresceram, em média, 3,5 vezes menos (0,62 cm/ano) do que aqueles que a seguiram corretamente (2,12 cm/ano).

O ganho de peso também é bastante prejudica­do. Em média, as crianças e adolescentes que não fi­zeram a dieta ganharam 2,4 vezes menos peso (1,23 Kg/ano) quando comparados àqueles que deixaram de ingerir a proteína (2,95 Kg/ano).
De acordo com Denise Uesugui Santana, pediatra que fez seu mestrado sobre o tema na disciplina de Gastroenterologia Pediátrica da Unifesp, 45% dos pacientes analisados transgrediram a dieta. Cerca de 38% deles apresentavam déficit de estatura para a idade e, 52%, de peso no início do trata­mento. “Entretanto, o peso e a estatura podem ser recuperados se o problema for detectado e tratado antes da puberdade”, informa a pesquisadora.
 
Diagnóstico subestimado

Por se apresentar também na forma assintomática, muitas pessoas podem ter a doença celíaca e nem saber. Um estudo apresentado na Unifesp como dissertação de mestrado pelo biomédico Ricardo Palmero aponta que um a cada 214 candidatos a doadores de sangue pode ser portador da doença.
O pesquisador avaliou a presença do anticorpo antitransglutaminase no sangue de 3 mil candida­tos a doadores de sangue, inclusive naqueles que seriam excluídos da doação por apresentarem anemia, um dos sinais clínicos do problema. O anticorpo foi positivo para 1,5% (45) da população estudada; e 66,7% dos 21 candidatos que aceitaram realizar a biópsia tiveram confirmado o diagnóstico.

Fonte – Jornal UNIFESP
Informativo do complexo Unifesp/SPDM - número 15 - junho de 2007


Eu li esse texto no site da Acelbra MS:  http://www.acelbrams.org.br/v2/news/3137.html

05 outubro, 2011

Livro: Cozinhando Sem Glúten

Essa é mais uma publicação deliciosa, diagramada e divulgada pela Raquel Benati!! 




O livro traz 25 receitas sem glúten de autoria da Gilda Moreira que é celíaca e criou um perfil no Facebook (Cozinhando sem glúten) para divulgar suas experiências culinárias, com o objetivo 
de ajudar as pessoas que precisam fazer uma dieta sem glúten.

O livro pode ser baixado sem custo no site do Rio Sem Glúten: 

Obrigada meninas por mais essa fonte de delicias!! 

30 agosto, 2011

Dia das Crianças Sem Glúten em São Paulo

Para a criançada de São Paulo ou, que estiver por lá no dia das crianças a nossa querida Erivane está organizando um delicioso encontro SEM GLÚTEN, com direito a piquenique, recreação e passeio pelo parque!! 
Vai ser muito divertido e o melhor SEM GLÚTEN!!


Para mais informações entre em contato com  Erivane pelo e-mail: erisemgluten@bol.com.br





 Parabens Eri pela iniciativa!!

26 agosto, 2011

Entendendo o que é PPM de Glúten e Contaminação Cruzada

Para quem está chegando agora e para quem esqueceu as aulas de matemática:
 
Quando falamos em contaminação cruzada por glúten, muitas pessoas ficam sem entender o que é isso e como pode afetar os celíacos.
 
O CODEX ALIMENTARIUS determinou a partir de 2008 que todos os produtos com menos de 20 ppm ( partes por milhão ) de glúten pode ser considerados aptos para a maioria dos celíacos e receber a inscrição "Não contém glúten". O Brasil segue o CODEX ALIMENTARIUS.
 
Todos os produtos que encontramos com a inscrição "Contém Glúten" , mas na lista de ingredientes não consta algo que possa ter glúten, é sinal de que há riscos de contaminação cruzada em alguma parte do processo  industrial. Um bom exemplo é o NESCAU. A fórmula não contém glúten, mas como ele é embalado em uma máquina onde também embalam outros produtos com glúten, a NESTLÉ, decidiu colocar a inscrição de que contém glúten. Mas podemos tomar o Nescau com leite já pronto que é vendido em caixinhas tetrapack, pois aquele pó é retirado direto da máquina para o setor de laticínios, antes de ser embalado.
 
Agora vamos entender o que representa 20 ppm de glúten.
 
1 quilo tem 1.000 (mil) gramas (g)
1 grama tem 1.000 (mil) miligramas (mg)
1 quilo tem 1.000.000 (milhão) de miligramas
20 ppm ( partes por milhão) de glúten representam 20 miligramas
 
Como visualizar: peguem 1 pacotinho de 1 grama de sal ( desses de restaurante) e dividam em 1.000 (mil) partes - agora separem 20 partes - isso representa 20 ppm de glúten.
 
Comparem esses 20 ppm com 1 quilo de sal e tentem pensar que tem pessoas que passam mal comendo coisas com menos de 15 ppm.
 
Essa explicação acima é puramente didática, pois na prática os ppm são medidos em soluções onde o produto foi triturado até virar pó e dissolvido em líquido.
 
O Codex Alimentarium determina o seguinte:
Codex Padrão 118-1979 ( revisado em 2008):  aplica-se a alimentos para usos dietéticos que foram formulados, processados ou preparados para atender às necessidades dietéticas especiais de pessoas com intolerância ao glúten.
 
Alimentos rotulados "sem glúten" não podem conter trigo, centeio, cevada, aveia, espelta, kamut, ou variedades mestiços, e seu nível de glúten não pode exceder 20 partes por milhão (ppm). A norma sobre glúten do Codex Alimentarius foi revista em 2008 para um nível menor de 20 ppm.
 
Além disso, alimentos que contenham trigo, centeio, cevada, aveia, espelta, kamut, ou variedades mestiças que foram especificamente processados para remover o glúten para níveis não superiores a 20 ppm podem ser considerado "sem glúten", segundo o glúten codex.
 
Para colocar isto em perspectiva, 20 ppm de glúten é equivalente a 20 miligramas (mg) de glúten por quilo ou por litro de produto (ou 0,0007 onças por £ 2,2 de produto).
O método atual para determinação dos níveis de glúten é o ensaio ImunoEnzimático (ELISA) R5 Método Mendez.
 
Para mais informações sobre a visita do Codex Alimentarius Comissão: www.codexalimentarius.net

Explicando com outras palavras: os produtos industrializados sem glúten, devem ter, em cada quilo analisado, no máximo 20 miligramas de glúten ( lembrando que 1 quilo tem 1 milhão de miligramas).  Na prática, se compramos um pacote de biscoitos sem glúten de 200 gramas, devemos lembrar que em 1 quilo desse mesmo biscoito pode ter no máximo 20 miligramas de glúten.
 
Em nossa dieta diária devemos sempre ter em conta a quantidade de produtos industrializados que comemos. Os pesquisadore afirmam que a maioria dos celíacos pode ingerir diariamente até 50 ppm de glúten, sem que haja reação imunológica. Será que conseguimos comer mais de 1 quilo de produtos industrializados por dia ? Acredito que não.
 
Então onde está o problema?
 
Infelizmente no Brasil ainda não temos uma Resolução da ANVISA que regulamente a lei federal 10.674/2003, sobre rotulagem de alimentos com e sem glúten. Assim, não existem laboratórios autorizados oficialmente a fazer análise de presença de glúten em alimentos; não há determinação sobre a questão da contaminação cruzada por glúten; não há fiscalização efetiva para a rotulagem correta dos produtos.
 
Por falta de uma legislação clara é que algumas empresas tomaram a decisão preventiva de usar o "Contém Glúten" em seus produtos que podem estar contaminados por glúten. Outras sabem da contaminação mas continuam usando o "Não contém glúten" até que a ANVISA se posicione e tem outras que estão enviando seus produtos para análise no laboratório da Universidade Federal de Santa Catarina, para darem tranquilidade ao consumidor celíaco (Good Soy, Vitao, Jasmine, Casarão, Talho Capixaba, etc.).
 
Aqui a tese do pesquisador Rafael Plaza  da Silva -  USP - 2010 , sobre detecção de presença de glúten nos produtos alimentícios brasileiros:
http://www.riosemgluten.com/contamin_por_gluten.pdf
Uma observação: em laboratório se analisa 100 gramas do produto e depois se multiplica o resultado para obtenção do valor em ppm de glúten em cada quilo do mesmo.
 
Então, mesmo com a inscrição "Não contém glúten" no rótulo dos alimentos, devemos sempre que encontrar algum produto novo, entrar em contato com o SAC da empresa e perguntar sobre a possibilidade da contaminação cruzada por glúten. Se a empresa também trabalha com produtos COM glúten, mais um motivo para desconfiar e pesquisar.
 
Só vamos ter segurança alimentar se todos nós, juntos, cobrarmos uma ação imediata da ANVISA para regulamentação da nossa lei, com divulgação e campanhas de conscientização das empresas e sociedade como um todo.
 
Espero que tenham entendido essa questão, que não é simples, mas é essencial para entendermos como gerenciar nosso cardápio diário. Toda vez que experimentar algum produto novo, faça com moderação e sem ser junto com  outra novidade sem glúten. Caso vc se sinta mal, analise o que comeu e identifique o que pode ter acontecido. Muitas vezes passamos mal sem ser por contaminação de glúten.


Um abraço,

Raquel Benati
Vice-presidente da ACELBRA-RJ
www.riosemgluten.com


Texto extraído do Grupo Viva Sem Glúten do Facebook em 26/08/2011 

22 agosto, 2011

Livro Viva Sem Glúten (sobre) Vivendo em Comunidade

Uma reunião de depoimentos feitos por alguns membros da Comunidade Viva Sem Gluten do orkut. Relatos e trocas de experiencias de pessoas que vivem e sobrevivem com a Dieta Sem Gluten, além de dicas e receitas deliciosas.



O livro foi organizado pela Flávia Anastasio e a Raquel Benati, está disponivel gratuitamente no site da Alcebra Rio. Um material muito importante não somente para os celíacos, mas para todos que de alguma forma convivem com a DC.


Link para baixar o livro: http://www.riosemgluten.com/Vida_sem_gluten_sobrevivendo_em_comunidade.pdf

21 agosto, 2011

Tenho a doença celíaca, e agora? Como lidar com isso?

Texto do Jornal Sem Gluten + Saúde, da Acelbra SC e postado no grupo Viva Sem Glúten do Facebook pela Raquel Benati. 

Me identifiquei muito com o texto. O processo de adaptação não é facil e diferente em cada pessoa. Para muitos, que não vivem diretamente com essa adaptação, pode parecer frescura ou uma revolta a toa, mas cada um leva seu tempo para responder e aceitar as questões que esse texto levanta. Vale muito apena ler e pensar a respeito!
Tenho a doença celíaca, e agora? Como lidar com isso?


 
Aimorá l. Laus Veras 


Receber o diagnóstico de alguma doença nunca é fácil. A gravidade e a intensidade dos sintomas, assim como o seu prognóstico despertam as mais variadas reações nas pessoas envolvidas. E nesta hora, identificar os sentimentos que a doença provoca é fundamental para o processo de enfrentamento e forma de lidar com o desconhecido e com os desafios que a enfermidade impõe. No caso da doença celíaca pode-se pensar em diversas estratégias de enfrentamento, entre elas, conhecer a doença, saber exatamente o sentimento que desperta e qual a interface entre a doença e a etapa do ciclo de vida individual ou familiar. Ou seja, em que altura da vida a pessoa está, se na infância, na adolescência ou na maturidade, porque em cada fase as reações do indivíduo e de sua família poderão ser diferentes. Conhecer a doença implica em entendê-la fisiologicamente, mas também como ela se manifesta no dia a dia. A doença celíaca tem uma única causa, entretanto um significado e um efeito diferente para cada indivíduo e para cada família. A relação entre o indivíduo, a dieta sem glúten, a família e o grupo social ao qual ele pertence, precisa ficar bem caracterizada, para ampliar as capacidades de lidar com o problema. O diagnóstico pode desencadear uma crise vital. O paciente e a família podem sofrer com as mudanças que precisam ser feitas, com a possível inversão de papéis, com os processos adaptativos decorrentes e o medo do futuro. O sofrimento psíquico pode fazer com que a pessoa não se sinta normal ou saudável, podendo se achar uma pessoa “azarada”. Os familiares podem sentir-se culpados ou sobrecarregados, o celíaco pode começar a evitar os lugares de convívio social por sentir-se diferente, excluído, enfim, todo o sistema pode ficar abalado. Neste quadro, os sentimentos precisam ser identificados. É raiva, culpa, tristeza, revolta? Como é sentido? Quando é pior? Quais situações são mais difíceis? Muda o comportamento nas diferentes situações? Porque à medida que estas perguntas forem respondidas a doença vai tornando-se conhecida, menos assustadora e, deste modo, fica mais fácil lidar com o desafio e buscar alternativas. Nesta caminhada, a ajuda psicológica individual ou familiar pode ser uma opção. Em terapia o indivíduo aprende a lidar com a doença; a identificar as situações que são mais difíceis e temidas; a perceber o que pensa e a mudar os pensamentos disfuncionais que levam ao não cumprimento da dieta; a mudar os comportamentos nas distintas situações; a ampliar habilidades interpessoais para obter maior apoio e incentivo; a identificar lugares e situações de alto risco; a modificar os hábitos alimentares e o estilo de vida, aprendendo a provar outros alimentos e saber que toda dieta saudável implica em sacrifícios. E talvez o mais importante, a ter estímulo para participar de grupos de apoio, onde pode trocar experiências, receitas e novas formas de lidar com o problema. Na ACELBRA pode identificar-se com quem passa pelos mesmos desafios e descobrir como os outros fizeram para lidar com as dificuldades. Entender a tríade pensamento, sentimento e comportamento, é fundamental para voltar a ter qualidade de vida, alcançando equilíbrio pelo novo significado que dará ao fato de ser alguém que foi diagnosticado com a doença celíaca. 


Fonte: Jornal Sem Glúten + Saúde nº 47 - ACELBRA-SC

27 maio, 2011

Envenenada! Quem foi o culpado?

Por: Malu Ayello
Foi assim que me senti!
Depois de 7 meses de dieta 100% sem glúten, me envenenei! E me envenenei feio! Justamente no Dia Internacional do Celíaco.
Desde que fui diagnosticada, tomo muito cuidado com tudo que como em festas, casa de amigo, nos meus locais de trabalho, restaurantes...
Todo mundo sabe que eu sou celíaca, e até andam "brincando" comigo, dizendo que parece que eu gosto de ser "doente".
Primeiro, eu só vou ficar doente se eu ingerir glúten, então, eu não sou doente.
Segundo, não é questão de gostar, a questão é que eu abracei a causa, mas, isso é assunto para eu desabotoar em outro post.
Continuando...
Depois que saí do encontro do dia 15 de maio, fui almoçar para depois fazer um dia de turista carioca no Rio de Janeiro. Fomos ao Cristo Redentor, eu e Sr. Juliano. Não sei o que aconteceu comigo, mas eu cheguei no restaurante e simplesmente comi, como qualquer mortal, sem me preocupar em chamar o gerente para saber tin tin por tin tin o que tinha na comida. Ainda fui alertada por meu fiel escudeiro, mas, achei que os inofensivos arroz com feijão, peito de frango grelhado,
beterraba e couve-flor não me fariam mal.
Engano meu!
Estava admirando aquela maravilhosa vista, lá de cima, quando comecei a me sentir mal. Fiquei meio tonta, trêmula... Pensei logo que fosse da altura. Aí vieram os enjoos. Coloquei a culpa nas curvas da subida do Corcovado.
Meu estômago começou a conversar comigo, como na época da crise,
que eu ainda não sabia o que tinha. Ele "falava" tanto, que quem estivesse perto ouvia os roncos. Era um diálogo interessante com meu intestino, não sei quem roncava mais. Eles deviam gritar: "Pelo amor de Deus, tira esse negócio de dentro de mim!!" Negócio = glúten.
Na volta, quando cheguei pertinho do nosso carro, o pobre órgão não aguentou. Mandou embora com toda força quem estava acabando com ele. E eu voltei passando muito mal. Meu abdôme estufou, minha
cabeça doeu, e o enjoo não passava. Cheguei em casa e peguei uma reta pro banheiro. Pronto, aí foi a vez do intestino trabalhar... Ele já estava tão acostumado a trabalhar normalmente, sem fazer horas extras... Nesse dia ele foi escravizado como antigamente (poxa, eu já tinha assinado a lei anti glúten, nº 10.674), aposto que depois vem me cobrar o trabalho dobrado!
Fiquei impressionada como os sintomas típicos apareceram no mesmo dia, horas depois. Pensei que se comesse glúten de novo, ia demorar a passar mal, mas, isso não aconteceu. Foi quase imediatamente...
Levei uma bronca. Bem feito para mim!
Descobri que não existem arrozinhos, franguinhos e saladinhas inofensivos. Qualquer coisa pode conter glúten. Aprendi que eu vou morrer tendo que ser a "chata" ou a "fresca", porque esses sintomas eu não quero NUNCA mais!