23 dezembro, 2011

Eu Voltei...

Enfim já estou em São Luis!

Mercado de São Luis-MA

Toda mudança requer uma adaptação e apesar da saudade da família e dos amigos estamos todos muito felizes e confiando de que teremos uma qualidade de vida bem melhor. 

Desde que cheguei estou louca para atualizar o blog, porém morar em casa é maravilhoso mas se triplica o trabalho!!! Agora está tudo em ordem e eu quero colocar em pratica as ideias que tive para o blog e testar muitas receitas!! 

Nas minhas andanças por São Luis já descobri alguns ingredientes da cozinha local que são naturalmente sem glúten e vão render boas experiencias que eu vou dividir com vocês. 

Camarão - Mercado de São Luis

De peixes a farinhas, de frutas a carnes, se não fosse a contaminação, comer em qualquer lugar de São Luis seria uma maravilha para qualquer celíaco.


Por falar em comer e já que hoje é véspera da véspera de Natal, que tal uma receita de Panetone e Chocotone Sem Glúten?

Tem dias que estou com vontade de comer Panetone e ontem consegui fazer uns. A receita é da Gilda Moreira que sempre divide conosco as delicias que ela faz na cozinha sem glúten através do facebook e que teve o 2º livro de receitas sem glúten, o Cozinhando Sem Glúten II publicado esse mês. Um presentão de Natal !!! 

Eu tinha tudo em casa, exceto o CMC que por aqui ainda não achei para comprar, então usei mais uma clara de ovo para dar a 'liga'.



Chocotone Sem Glúten

1 xícara de polvilho doce
½ xícara de fécula de batata
2 xícaras de farinha de arroz
1 colher de sopa de fermento biológico seco
½ xícara de açúcar
1 colher de sobremesa de CMC (substituí por uma clara de ovo)
3 ovos
200 ml de água morna
½ xícara de óleo
2 colheres de sopa de essência de baunilha ou própria para panetone
Gotas de chocolate a gosto

Preparo:

Em um recipiente fundo misture todos os ingredientes secos. Faça um buraco no meio e junte o óleo, os ovos, a essência e água. Mexa até obter uma mistura homogênea.
Acrescente as gotas de chocolate e misture. Encha até a metade formas própria para panetone. Coloque as formas sobre uma assadeira e deixe crescer em lugar quente por aproximadamente 25minutos.
Leve para assar em forno baixo (180ºC) até dourar . Faça o teste do palito.


Ficou show e ainda dá  tempo de preparar para a manhã de Natal já que leva ingredientes simples além de super prática. 



Dicas: Depois de assado pincele manteiga para a casca não ficar dura.
            Para panetone substitua as gotas de chocolate por frutas secas e castanhas. Eu usei castanha de caju grosseiramente triturada, passas e damasco.
              A água deve ser morna e não fervendo/quente pois 'mata' o fermento.


Ps. Renderam 1 chocotone médio e 5 mini panetones.


17 novembro, 2011

Desculpas

Queridos amigos, esse post é para pedir desculpar  e justificar minha ausência aqui blog.

Estou indo de mala e cuia para a capital Maranhense. Por enquanto para ficar 1 ano, mas, o futuro a Deus pertence não é mesmo?!?! Por isso minha ausência aqui no Quitutes e Firulas. 


Assim que terminar de organizar a mudança volto ao blog com força total. Tenho muitas ideias legais e receitas novas para testar e dividir com vocês! Além das descobertas, erros e acertos dessa nova etapa na capital Maranhense. 


Beijos no Coração

19 outubro, 2011

Novos Livros Sem Glúten

Gente tem mais livro delicia na área. 
São os livros da Rejane Reis e da Miriam Pereira. São as receitas postadas pelas duas no Facebook e Orkut.
Os livros foram editados pela Raquel Benatti e estão disponiveis para download  no site do Rio Sem Glute.



 

Vale muito apena conferir!!


Nesse link você pode baixar essas delicias e muitas outras informações e receitas sem glúten: http://www.riosemgluten.com/semgluten_baixar_gratuito.htm

STJ Determina Que Informações Sobre Doença Celíaca Deve Constar Nos Rótulos

A decisão gera controvérsias no segmento de alimentos especiais


Todo o alimento que tiver glúten na sua composição deverá, além de comunicar sobre a presença da substância em seu rótulo, informar sobre a doença celíaca, mal que acomete pessoas com intolerância ao consumo de glúten.   
A decisão é do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que avaliou um recurso impetrado pelo Ministério Público. De acordo com o MP, os celíacos devem ser advertidos dos riscos da ingestão dos produtos que possuem a substância em sua composição e que a expressão “contém glúten” não seria suficiente. Entre os produtos que tem o glúten estão derivados de trigo, cevada e aveia.
 Segundo Carlos Gouvêa, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos Para Fins Especiais e Congêneres (ABIAD), a decisão do STJ é positiva, mas requer cuidados para não gerar um efeito contrário. “A decisão da justiça pode ser vista como uma vitória para os celíacos se conseguir, de fato, levar mais educação à sociedade como um todo, garantindo assim mais oferta de produtos, tanto no varejo quanto na área de food service. Todavia,  se não for bem trabalhada, a medida pode gerar polêmica.” 
De acordo com o dirigente, se for obrigatório detalhar sobre a doença celíaca, sua prevalência e conseqüências do consumo de glúten pelos portadores, tudo dentro do rótulo, não haveria espaço suficiente, principalmente em rótulos com espaço reduzido. “Imagine colocar todo esse texto na embalagem de uma goma de mascar”, exemplifica. 
A mesma opinião tem a advogada Patrícia Fukuma, do Fukuma Advogados, escritório que presta consultoria à ABIAD. Ela acrescenta ainda que os celíacos já sabem todos os riscos da doença e são orientados pelo médico sobre suas restrições. “O rótulo não é bula de remédio. O alimento que contém glúten não tem nenhum risco inerente. O que ocorre é que pessoas com intolerância não podem consumir glúten”, argumenta Patrícia.  
(nos celíacos sabemos que, muitos médicos sabem super pouco sobre DC quanto mais sobre contaminação cruzada, e que os alimentos SEM GLUTEN SÃO SIM o remédio dos celícos #revolta.)
No entanto, o presidente da ABIAD também enxerga um lado positivo na decisão do STJ. “As decisões favoráveis aos grupos com necessidades especiais são extremamente positivas porque estes grupos são sempre relegados a segundo plano”,  afirma. 
“Os casos dos celíacos e dos fenilcetonúricos são dois exemplos em que a pressão de grupos representativos conseguiu vitórias expressivas e que trouxe uma atenção maior para suas causas”, destaca. Porém, destaca Carlos Gouvêa, “mesmo que a decisão traga uma grande conquista para estes grupos, que ganha cada vez mais produtos específicos no Brasil, a forma como constarem as informações nos rótulos deve ser cuidadosa”, conclui.  
( Isso é fato! #adoroopoderdosgrupos)
Já Wellington Silva, diretor da CMW Saúde, importadora e distribuidora de produtos para celíacos e fenilcetonúricos, entre outros, confessa não saber se a medida do STJ é extensiva aos produtos que importa e distribui. “Aliás, a grande inovação dos produtos que oferecemos está nas embalagens. Todas elas possuem ícones sobre todas as situações para as quais são indicados. Os alérgenos como amendoim, trigo, lactose, frutos do mar, são claramente indicados informando ao consumidor se ele pode ou não consumir aquele produto. Nos produtos para celíacos, o ícone indica que eles são isentos de glúten”, finaliza. 


Fonte:Oficina de Mídia


ps. o texto em itálico são minhas considerações.


Eu li o texto nesse link: 
Divulgado pelo Jorge Rezende no Facebook
 
Importante: Esse texto foi publicado em 04 de março de 2010, e a Raquel Benatti alertou no facebook de que essa lei é especifica do Estado de Minas Gerais. "O processo começou antes da lei de 2003 e só terminou ano passado." Raquel questionou se a lei é cumprida, eu como mineira e consumidora de produtos sem glúten, não vi em lugar algum sua execução, ainda. 

17 outubro, 2011

Contaminados com glúten


Cerca de 83% dos alimentos para celíacos em padarias estão contaminados com glúten


Um inofensivo pãozinho de queijo de padaria, que não leva glúten na sua composição, pode ser uma bomba-relógio para as pessoas que sofrem de doença celíaca, uma intolerância permanente a essa proteína presente no trigo, na cevada, no centeio e na aveia.
Estudo realizado nas quatro regiões da cidade de São Paulo e apresentado como tese de mestrado na Unifesp aponta que cerca de 83% dos 214 alimentos presumivelmente sem glúten comercializados nas panificadoras estavam contaminados com a proteína. E 63% deles com quantidades acima do limite proposto por órgãos internacionais.

Entre os alimentos analisados pela nutricionista Daniela Resende de Moraes Salles, recolhidos em 63 estabelecimentos comerciais, estão pães de queijo, alimentos preparados com farinha de milho e mandioca (biscoitos, pães, bolos, broas e sequilhos) e os sem farinha (beijinhos, brigadeiros, cocadas, doces de nozes, marias-moles, mousses, pudins, queijadi­nhas, quindins, suspiros e tortas de queijo).

De acordo com a pesquisadora, o consumo de glúten por celíacos acarreta efeitos colaterais que variam de pessoa para pessoa, podendo, inclusive, se apresentar na forma assintomática. “O quadro clínico mais comum é diarréia crônica, inchaço abdominal e perda de peso”, explica Daniela. “Vômitos, atraso no crescimento, apatia, irritabilidade e anemia também são verificados e, em longo prazo, a pessoa pode desenvolver oste­oporose e câncer de intestino”.
Entretanto, Vera Lucia Sdepanian, chefe do Ambulatório de Gastroenterologia Pediátrica e orientadora do estudo, esclarece que as padarias não podem ser consideradas vilãs. “Os estabelecimentos comerciais analisados não fabricam estes produtos com glúten propositalmente”, explica a gastroenterologista. “A contaminação pode ocorrer nas diferentes etapas da fabricação dos alimentos, desde a colheita da matéria-prima e moagem até o transporte, armazenamento e empacotamento do produto final”.

A proposta do estudo, segundo Daniela, é mostrar a importância de o portador de doença celíaca aprender a fabricar esses alimentos em casa ou, então, de as padarias se conscientizarem do problema que atinge essa população específica. “Como a farinha de trigo é um dos principais ingredientes da maioria dos alimentos preparados em padarias e, conseqüentemente, sua presença é permanente no ambiente, uma das opções seria a criação de um espaço próprio para fabricação, armazenamento e comercialização de produtos sem glúten”, afirma.
 
Crescimento até 3,5 vezes menor

 Transgredir a dieta recomendada aos portadores de doença celíaca na infância e na adolescência afeta, e muito, o crescimento. A revisão dos prontuários de 60 pacientes com idades entre 9 meses e 15 anos, em acompanhamento no ambulatório, também mostrou que os que transgrediram a dieta livre de glúten cresceram, em média, 3,5 vezes menos (0,62 cm/ano) do que aqueles que a seguiram corretamente (2,12 cm/ano).

O ganho de peso também é bastante prejudica­do. Em média, as crianças e adolescentes que não fi­zeram a dieta ganharam 2,4 vezes menos peso (1,23 Kg/ano) quando comparados àqueles que deixaram de ingerir a proteína (2,95 Kg/ano).
De acordo com Denise Uesugui Santana, pediatra que fez seu mestrado sobre o tema na disciplina de Gastroenterologia Pediátrica da Unifesp, 45% dos pacientes analisados transgrediram a dieta. Cerca de 38% deles apresentavam déficit de estatura para a idade e, 52%, de peso no início do trata­mento. “Entretanto, o peso e a estatura podem ser recuperados se o problema for detectado e tratado antes da puberdade”, informa a pesquisadora.
 
Diagnóstico subestimado

Por se apresentar também na forma assintomática, muitas pessoas podem ter a doença celíaca e nem saber. Um estudo apresentado na Unifesp como dissertação de mestrado pelo biomédico Ricardo Palmero aponta que um a cada 214 candidatos a doadores de sangue pode ser portador da doença.
O pesquisador avaliou a presença do anticorpo antitransglutaminase no sangue de 3 mil candida­tos a doadores de sangue, inclusive naqueles que seriam excluídos da doação por apresentarem anemia, um dos sinais clínicos do problema. O anticorpo foi positivo para 1,5% (45) da população estudada; e 66,7% dos 21 candidatos que aceitaram realizar a biópsia tiveram confirmado o diagnóstico.

Fonte – Jornal UNIFESP
Informativo do complexo Unifesp/SPDM - número 15 - junho de 2007


Eu li esse texto no site da Acelbra MS:  http://www.acelbrams.org.br/v2/news/3137.html